domingo, 5 de agosto de 2012

As armadilhas do financiamento de capital de giro

Por: Marco Antônio Murara


Vamos abordar Capital de Giro como o valor financeiro que a empresa necessita para financiar seu ciclo operacional. Tal ciclo começa na compra das matérias-primas, passa pela estocagem, produção, comercialização e termina com o recebimento dos clientes. O lucro gerado neste ciclo deve permitir que a empresa pague seus fornecedores e remunere os sócios.
O capital de giro é essencial no processo de gestão financeira, pois, na maior parte dos casos acontece primeiro a saída de dinheiro para a compra da matéria prima e depois o recebimento proveniente das vendas. Este ciclo cria uma necessidade de aplicação constante de dinheiro. Esta necessidade aumenta principalmente em momentos de redução nas vendas ou períodos de rápido crescimento da empresa. Em pouquíssimos casos a necessidade de capital de giro é negativa, ou seja, o pagamento de fornecedores acontece somente depois do recebimento de clientes. 
Quando o lucro de uma empresa é insuficiente para cobrir a necessidade de capital de giro o empreendedor se obriga a colocar mais dinheiro próprio no negócio. Há empreendedores que vendem bens pessoais na insistência de cobrir a necessidade de giro de um negócio que perdeu a competitividade ou que está com a estratégia errada. Outra forma de cobrir esta necessidade é buscar financiamento externo.
Iniciar um negócio próprio sem capital de giro, somente com o necessário para comprar equipamentos e abrir as portas é um erro comum de alto risco. Salvo se o negócio tiver vendas e lucratividade muito altas este tipo de erro alimenta as estatísticas de empresas que fecham as portas em menos de 2 anos de atividades.
Ainda existe a prática comum de saldar um financiamento de capital de giro buscando outro. Isto pode ser o princípio de uma “bola de neve” que compromete a sustentabilidade econômica do negócio.
Este tipo de linha de crédito é válida em casos esporádicos, quando se está em crise mas existe um horizonte melhor no médio prazo ou ainda quando há a oportunidade de atender um grande pedido de um cliente. Neste caso o lucro obtido na venda do produto ou serviço deve ser maior do que a taxa de juros que será paga ao banco.
A velha máxima de fazer uma reserva financeira durante o período de “vacas gordas” para não precisar aportar mais recurso próprio ou buscar em bancos nos períodos de crise ainda está valendo. Lembre-se: A falta de dinheiro é o sintoma. Buscar mais dinheiro pode agravar o problema. A solução geralmente está em ajustar a administração e mudar a estratégia.


Fonte:www.artigos.com

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