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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Benchmarking

A palavra benchmarking significa marco, um ponto de referência, ou seja, consiste em procurar, encontrar e superar os pontos fortes dos concorrentes, proporcionado resultados significantes para as empresas.
Benchmarking é um processo de pesquisa que realiza comparações entre processos e práticas realizados entre empresas (concorrentes ou não), para identificar qual o melhor método de gerar vantagem competitiva. É um processo continuo de avaliação de desempenho utilizado não somente em produtos e serviços, mas também em funções, métodos e práticas em relação aos melhores valores mundiais.
QUANDO REALIZAR O BENCHMARKING?                                                                
·        Na implantação de programas de qualidade.
·        Na aceleração de processos de redução de custos e orçamentos.
·        Nas tentativas de melhorar as operações da empresa.
·        Na inclusão ou mudanças nas gerências.
·        Na inclusão de novas operações ou novos empreendimentos.
·        Na revisão das estratégias existentes.
·        Nos ataques competitivos da concorrência ou no estabelecimento de crises.
 POR QUE FAZER BENCHMARKING?
Uma empresa deve utilizar o benchmarking quando deseja atingir uma capacidade competitiva elevada, prosperar em uma economia global e ainda sobreviver em um mercado competitivo. O benchmarking também é utilizado para melhorar os processos internos na empresa, onde poderão ser analisados os métodos utilizados nas várias unidades produtivas para verificar porque em uma unidade sua aplicação é eficiente e em outra não. O uso do benchmarking poderá proporcionar as empresas maiores ganhos em competitividade, pois além de aprender com os outros, poderá evoluir como empresa e melhorar cada vez mais seus produtos e serviços.
TIPOS DE BENCHMARKING
·        Interno: focado em unidades diferentes de uma mesma organização.
·        Competitivo: focado em organizações que disputam o mesmo mercado.
·        Genérico: aborda grupos de tarefas ou funções em processos mais complexos que atravessam a organização e são encontrados facilmente em outras empresas, como por exemplo, o processo de entrada de um pedido até a entrega do produto ao cliente.
·        Funcional: investiga o desempenho de uma função específica numa aplicação dentro da indústria.
Em uma era de mudanças aceleradas, competição global crescente, onde não pode existir ineficiência e falta de eficácia, o benchmarking não é uma atividade opcional, mas necessária em todos os níveis da organização.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Marketing de relacionamento. Um diferencial competitivo?



Sim. Afinal, um dos grandes desafios do marketing digital é, sem dúvida,    evoluir   com o público-alvo.

Desde os primórdios, sabe-se que a implementação do marketing em uma empresa requer uma orientação para o cliente, baseada em um conhecimento profundo do mercado. Essa implementação não deve ser somente responsabilidade da área de marketing, mas de toda a empresa, resultando, assim, no aumento da capacidade de adaptação a ambientes em constantes mudanças, além de garantir a satisfação dos consumidores.
Para o marketing digital, o desafio é ainda maior, pois as mudanças no ambiente web são velozes e, para satisfazer o cliente, cada dia mais exigente e interativo, é preciso o uso de maior “inteligência” nas estratégias para gerir um bom relacionamento.
A palavra de ordem para o ambiente digital é ser “relevante” para os consumidores, pois não podemos esquecer que nosso público-alvo também é um grande gerador de informação, na mesma velocidade em que as mudanças acontecem. Dar informação e saber escutar é o ponto fundamental dos dias atuais.
Novas técnicas e táticas estão sendo estudadas, dia a dia. A web oferece inúmeras opções para manter um bom relacionamento com o consumidor; ferramentas para o exercício do marketing, determinantes na função: objetivo e público-alvo.
A quantidade de informações que transita na web, em tempo real, faz com que o fator conquistar a atenção” seja predominante na hora de traçar as ações de marketing. Aliado ao uso da ferramenta certa, somará pontos positivos no respeito ao atendimento do seu público.
CABRAL A. S. Economia Digital: uma perspectiva estratégica para negócios
MCNAMARA, C. P. The present status of the marketing concept.- Journal of Marketing

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A batalha pela publicidade infantil


Por Arnaldo Rabelo*


Uma criança assiste à televisão no sofá da sala. Nos intervalos do desenho animado, comerciais agitados se revezam. Um deles, de um biscoito colorido, chama a atenção do pequeno. Imediatamente, o pai é solicitado a atender ao novo desejo da criança. Se sentindo culpado por não poder passar tanto tempo quanto gostaria com seu filho, corre para compensar sua ausência com biscoitos. A criança come satisfeita, já pensando no próximo pedido.


Situações como esta são comuns – no Brasil e no mundo todo. As crianças são curiosas, ávidas por aprender sobre tudo. Gostam de novidades. Como todos nós, têm necessidades e desejos. Muitos são atendidos através do consumo.

Mas críticas a este processo são frequentes. Dizem que gera consumismo, obesidade, entre outros males. De fato, a obesidade infantil é um problema crescente. A valorização do consumo como forma de expressão da identidade também. E a causa de tudo isso tem sido atribuída à publicidade. A solução parece simples: proibir a publicidade direcionada à criança. É o que alguns defendem.

Dizem que todo problema tem uma resposta simples, clara e... errada. Me parece ser o caso aqui. No exemplo acima, devemos considerar vários pontos. O que não é saudável à criança não é o consumo eventual de biscoitos, mas seu consumo excessivo. Os pais têm uma responsabilidade permanente sobre seus filhos: impor limites. É parte importante da educação. Afinal, o mundo imporá limites ao jovem e adulto. Sem limites, o filho torna-se um tirano. E o futuro adolescente será inseguro.

Se o produto anunciado pode causar malefícios, ele deve ser o principal objeto de mudança. As empresas devem oferecer alimentos sem excesso de açúcar, sódio ou gordura saturada. E ainda devem orientar para o consumo moderado. Se não o fizerem, poderão perder vendas futuras. Se não houver publicidade de produtos infantis, a programação infantil perde seus patrocinadores. Sem eles, torna-se inviável. Sem entretenimento infantil, as crianças seriam condenadas à programação adulta, tão mais inadequada.

A criança já é protegida hoje de possíveis excessos das empresas por uma série de normas e regulamentações: Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Conar, Anvisa... Como se não bastasse, há projetos de lei bem mais radicais em trâmite. O PL 5921/2001 propõe simplesmente a proibição de toda publicidade direcionada à criança, apesar de seu teor ter sofrido várias modificações durante estes 10 anos em que passa de comissão em comissão. O PL 87/2011 quer a proibição de qualquer forma de publicidade dentro de escolas do ensino básico. O PL 244/2011 considera abusiva a publicidade que possa induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família. Eu gostaria de saber quem serão os sábios definidores destes valores éticos e balizadores daquilo que conspira contra eles. Há ainda o PL 702/2011, que busca eliminar a publicidade infantil no período das 7 às 22 horas, pretendendo colocar assim as crianças a salvo.

A publicidade de produtos que a criança consome tem sido tratada por certos setores como a de cigarros ou de bebidas alcoólicas. É uma postura perigosamente radical. Busca tirar dos pais a possibilidade de escolha. O código de autorregulamentação publicitária já orienta que “nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança”, que não deverá “impor a noção de que o produto proporcione superioridade ou inferioridade” e que deve respeitar “a ingenuidade, a credulidade e inexperiência” dos menores.

São raros os países que proíbem a publicidade infantil: Canadá (apenas em Quebec, desde 1980), Suécia (desde 1991) e Noruega (desde 1992). Curiosamente, são raras também as próprias crianças nesses países. A população infantil do Brasil, de 44 milhões de pessoas, é maior que a população inteira de todos esses lugares somados. O impacto econômico de uma eventual proibição desse tipo no nosso país seria enorme.

O Estado não deve ter a pretensão de decidir pelos pais o que é melhor para as crianças. E as empresas devem ser responsáveis ao lançar e divulgar produtos direcionados ao público infantil. Melhor que proibição, precisamos de conscientização.

*Arnaldo Rabelo é consultor em marketing infantil, MBA em marketing pela Fundação Getúlio Vargas, diretor da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) e coautor dos livros “Licensing” e “Marketing Infantil”.

Falem bem ou falem mal, mas comprem de mim!

Para aqueles que estão sempre conectados às redes sociais, você provavelmente ouviu falar na semana passada do mais novo viral da internet, uma saga chamada “Perdi meu amor na balada”. Ela retrata a história de um jovem paulistano, Daniel Alcantara que conheceu uma garota numa balada em São Paulo, conversaram bastante, trocaram telefones e nas palavras do nosso protagonista “foi amor a primeira vista”.Todos os ingredientes necessários para uma história de amor. Mas tudo vai por água abaixo quando no dia seguinte Daniel não consegue encontrar o papel onde ele anotou o telefone; começa então uma caça atrás da citada menina, Fernanda. A fim de conseguir o maior número de pistas possíveis, o rapaz cria uma página no Facebook e posta um vídeo onde ele retrata toda a história. Com único vídeo de 1 minuto e 14 segundos, em dois dias, mais de 20.000 pessoas já haviam acessado a página e se mobilizado na busca de Fernanda.

Três vídeos e 7 dias depois, a saga terminou com um final um tanto quanto polêmico, no mínimo. Com um vídeo, dessa vez longo e bem produzido que retratou toda a história descrita, Daniel finalmente encontra Fernanda através de uma foto tirada pelo celular de outro rapaz na boate, para o deleite dos 100.000 seguidores da história. Porém, nos últimos 05 segundos o telespectador tem uma surpresa, e com um anúncio de agradecimento da Nokia a todos que apoiaram o casal, revela-se que na verdade tudo não passava de uma campanha publicitária do tal celular.

De uma forma ou de outra, a empresa conseguiu o que queria, seu viral já atingiu mais de 1 milhão de visualizações. Foi questão de minutos para que os internautas começassem a bombardear a página da Nokia com mensagens sobre o desfecho da história. Sentimentos de traição e repúdio com a marca foram citados tão repetitivamente que aqueles que elogiaram a campanha, em sua maioria publicitários e marketeiros, mal tiveram espaço para se manifestar. A empresa tenta conter as exaltações dando explicações individuais sobre o intuito da campanha.

O que fica agora em aberto é a resposta do público, aqueles que se sentiram enganados pela empresa, que no caso parece ser a grande maioria, conseguirá pensar na marca Nokia sem pensar nas razões negativas pelas quais ela ficou marcada no seu consciente? A divulgação de um nome ou produto realmente vale qualquer preço? Ficamos, eu, você, os idealizadores da campanha e principalmente a Nokia, no aguardo dessas respostas.





Segue o link da página para quem quiser conhecer melhor a história de Daniel <
http://www.facebook.com/PerdiMeuAmorNaBalada>