Fluxo de caixa é uma ferramenta que permite o gestor
financeiro de uma empresa visualizar as futuras entradas e saídas de recursos
financeiros da organização. Assim, ele pode fazer o planejamento de quando
precisará de mais ou de menos dinheiro em caixa, tomando decisões mais
assertivas.
Para montá-lo, é necessário que se conheçam as entradas de caixa (que podem ser:
receitas de vendas; obtenção de empréstimos bancários; ou aporte dos sócios) e
as saídas de caixa (contas a pagar;
pagamentos de empréstimos; ou despesas esporádicas pagas à vista).
Com base nos pagamentos e recebimentos dos meses anteriores,
se faz a projeção futura de como será a movimentação de caixa da empresa. É bom
utilizar a prudência, prevendo receitas menores e despesas mais altas que a
média – assim se evita surpresas.
Dessa forma, caso se observe a possível falta de recursos
financeiros em uma determinada data, é interessante que a empresa procure
aumentar sua receita nesse período, por exemplo, privilegiando as vendas à
vista. Por outro lado, em um cenário de folga de dinheiro em caixa, pode ser
mais vantajoso para a empresa favorecer as vendas à prazo.
O saldo final de um fluxo de caixa não indica,
necessariamente, se a empresa está tendo lucro ou prejuízo. É necessário
avaliar se, no período em questão, houve, por exemplo, entrada de capital vinda
dos sócios; ou se há valores futuros a pagar ou a receber.
Um fluxo de caixa é montado com os valores na data do efetivo
recebimento ou pagamento. Por exemplo, uma venda de R$ 500,00 na condição
“metade em 30 e metade para 60 dias” feita no dia 2 de julho de 2012 entrará
nos fluxos de caixa de agosto e de setembro, sendo R$ 250,00 em cada um.
Essa é uma ferramenta relativamente simples que, ao ser
utilizada corretamente, permite aos gestores das empresas planejar seu futuro,
e saber, por exemplo, quando terá recursos disponíveis para investimentos e
quando terá que frear os gastos.
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