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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Planejamento com fluxo de caixa


Fluxo de caixa é uma ferramenta que permite o gestor financeiro de uma empresa visualizar as futuras entradas e saídas de recursos financeiros da organização. Assim, ele pode fazer o planejamento de quando precisará de mais ou de menos dinheiro em caixa, tomando decisões mais assertivas.

Para montá-lo, é necessário que se conheçam as entradas de caixa (que podem ser: receitas de vendas; obtenção de empréstimos bancários; ou aporte dos sócios) e as saídas de caixa (contas a pagar; pagamentos de empréstimos; ou despesas esporádicas pagas à vista).

Com base nos pagamentos e recebimentos dos meses anteriores, se faz a projeção futura de como será a movimentação de caixa da empresa. É bom utilizar a prudência, prevendo receitas menores e despesas mais altas que a média – assim se evita surpresas.

Dessa forma, caso se observe a possível falta de recursos financeiros em uma determinada data, é interessante que a empresa procure aumentar sua receita nesse período, por exemplo, privilegiando as vendas à vista. Por outro lado, em um cenário de folga de dinheiro em caixa, pode ser mais vantajoso para a empresa favorecer as vendas à prazo.

O saldo final de um fluxo de caixa não indica, necessariamente, se a empresa está tendo lucro ou prejuízo. É necessário avaliar se, no período em questão, houve, por exemplo, entrada de capital vinda dos sócios; ou se há valores futuros a pagar ou a receber.

Um fluxo de caixa é montado com os valores na data do efetivo recebimento ou pagamento. Por exemplo, uma venda de R$ 500,00 na condição “metade em 30 e metade para 60 dias” feita no dia 2 de julho de 2012 entrará nos fluxos de caixa de agosto e de setembro, sendo R$ 250,00 em cada um.

Essa é uma ferramenta relativamente simples que, ao ser utilizada corretamente, permite aos gestores das empresas planejar seu futuro, e saber, por exemplo, quando terá recursos disponíveis para investimentos e quando terá que frear os gastos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Você sabe o que é CPA 10 ?


Certificação Profissional Série 10, ou simplesmente CPA-10, é uma certificação profissional oferecida pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

A CPA-10 destina-se a atestar que profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento, diretamente ao público investidor em agências bancárias, tenham conhecimento do mercado.

Para receber tal certificação, o profissional deve realizar uma prova e ter 70% de acertos. O valor da inscrição é aproximadamente R$170,00

Mas porque isso é importante para mim??

Várias instituições estão considerando esse certificado como um diferencial no momento da contratação. Seu valor tem aumentado e possui-lo agrega bastante valor ao seu currículo, pois atesta que você possui conhecimentos suficientes para trabalhar com investimentos e para aconselhar pessoas no momento da venda de produtos dentro de agências bancárias. Ou seja, se você tem a intenção de trabalhar em agências bancárias ou em qualquer outro lugar lidando diretamente com mercado futuro e investimentos, tal certificação é bastante importante para sua carreira. 


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sobre rendas variáveis: Por que investir em ações na bolsa de valores?

Com certeza o desejo de muitos é saber onde colocar aquele dinheiro suado que vai se juntando ao longo do tempo "Ainda vale a pena investir em renda fixa? Onde investir para obter o melhor ganho? É a hora de investir em ações na bolsa?"
para ter uma melhor rentabilidade. Com o Brasil entrando na realidade do patamar dos juros internacionais, com a Selic cada vez mais baixa (consequentemente os retornos para investimentos em renda fixa também), ficam as perguntas: Ainda vale a pena investir em renda fixaOnde investir para obter o melhor ganho? É a hora de investir em ações na bolsa?


Primeira questão: Ainda vale a pena investir em renda fixa?


Atualmente a taxa de juros referencial, a Selic, está em 8,75% ao ano, isso é quanto o governo paga para os banco, mas dificilmente um investidor comum conseguirá esse valor, as letras do tesouro, por exemplo, não passam de 7 % a.a. atualmente, consequentemente fundos de renda fixa também não passam disso. Outro ponto importante que não devemos desconsiderar são os tributos, taxas e a inflação do período, pois isso tem forte impacto no resultado final.

Vamos fazer um exemplo com as informações acima. Digamos que você tenha um bom relacionamento com o seu banco (e um bom volume para aplicação) e então você conseguiu 8% a.a para aplicar seu dinheiro, Vamos ver quanto sobra líquido para você. Primeiro temos que descontar o imposto de renda, que para aplicações de renda fixa, pode variar de 15 a 22,5%, vamos pegar 20% para facilitar as contas, que é a taxa para quem permanecer mais de 6 meses; (8% descontados 20% = a 6,40% a.a). Agora vamos descontar a inflação, que é o poder de compra que seu dinheiro perde com o passar do tempo devido ao aumento de preço do custo de vida, a meta de inflação deste ano, é de 4,5% a.a (deve dar mais, mas essa é a meta, e vamos pegá-la como base); então agora temos 6,40% - 4,5%, sobram 1,9%. "sendo assim dos 8%a.a sobra apenas um rendimento liquido de 0,9% ao ano!"Bom, não parou por aí, tem a taxa de administração que é cobrada pelos bancos, que pode variar de 1% a 4% ao ano, como neste nosso exemplo você é um grande investidor e tem um bom relacionamento no banco, vai pagar o mínimo de 1%; Concluindo, 1,9% - 1% de taxa de adm., sendo assim dos 8%a.a sobra apenas um rendimento liquido de 0,9% ao ano! Sim, está tudo correto, é isso mesmo.

Renda Fixa descontanda (ganhos líquidos)
Bom, pra quem ainda não tinha feito essas contas, já deu pra perceber que o máximo que se tem atualmente com a renda fixa é a atualização do capital, praticamente não sobra ganho algum sobre o dinheiro investido. Com a poupança a estória não é muito diferente, projetando algo em torno de 6,5% para este ano, sem o Imposto de renda e sem a taxa de administração, sobram 2% líquidos ao ano; lembrando que agora a poupança é isenta do imposto de renda apenas para investidores com menos de 50mil.

Segunda questão:
Onde investir para obter o melhor ganho? É a hora de investir em ações na bolsa?

Agora chegou na questão na qual todo mundo quer saber! Com o histórico de nosso país, com um passado de juros alto, instabilidade econômica e mais um monte de coisas que não preciso nem citar, onde se inclui também "países desenvolvidos o percentual da população com algum investimento em renda variável é, em média, superior a 80%, em quanto no Brasil não chega nem a 0,5%"uma questão social e cultural, ao longo dos anos os brasileiros adquiriram uma certa desconfiança quando o assunto é investimento em bolsa de valores, seja pelo cenário econômico que nosso país na viveu, seja pela questão cultura do brasileiro por não ter acesso fácil ao conhecimento para investir em ações. Nos Estados Unidos e em países desenvolvidos o percentual da população com algum investimento em renda variável é, em média, superior a 80%, em quanto no Brasil não chega nem a 0,5%.
O que pouca gente sabe é que a bolsa de valores possui alternativas de investimentos para todos os perfis de investidores, dos arrojados aos mais conservadores. Você pode por exemplo fazer investimentos na bolsa de valores onde não há possibilidade de perda do capital, que são operações conhecidas como capital protegido, muito difundidos nos POPs da Bovespa (operações combinadas com ações e opções em operações de baixo risco para o investidor), ou seja, nesse tipo de operação você pode ter um lucro máximo já pré-conhecido, algo em torno de 3% em média ou então não perde nada. Há também operações box, esse tipo de operação é tão parecido com a renda fixa (apesar de em geral permitir taxas melhores) que o governo exige o recolhimento de IR como uma operação de renda fixa (em geral operações em bolsa tem tributação melhor, além de isenções). E esses são apenas alguns exemplos, existem várias possibilidades...
Uma outra consideração importante para investimentos em bolsa de valores, e que no Brasil não tem se dado a devida importância (provavelmente por essa cultura dos juros altos), são osdividendos  pagos pelas empresas, que nada mais é do que a distribuição dos lucro para os acionistas, lembrando que quem adquire uma ação torna-se sócio de uma empresa e portanto tem direito aos proventos.
"Os dividendos têm uma característica muito importante: o imposto de renda já é descontado na fonte, portanto o valor recebido já é líquido"Os dividendos têm uma característica muito importante: o imposto de renda já é descontado na fonte, portanto o valor recebido já é líquido. Outro fator importante é que em geral as empresas estão com os preços de seus produtos sempre atualizados com relação a inflação, portanto a atualização de seu patrimônio Exemplo de dividendos pagos em 12 meses:
Exemplo de dividendos pagos em 12 meses.
  ocorrerá naturalmente. Além disso as empresas usam uma parte do lucro para reinvestir na própria empresa, fazer ampliações da capacidade produtiva, abertura de novos mercados, etc.
É claro que o preço da ação pode oscilar muito, mas em geral essas oscilações nopreço das ações não alteram o desempenho da empresa e nem tampouco seus lucros e consequentemente seusdividendos. Além disso, como já citei, apenas uma parte dos lucros é distribuída nos dividendos, outra parte é usada para reinvestir na empresa, contribuindo para um crescimento futuro ainda maior (possibilitando dividendos futuros ainda maiores). É por isso que se diz que as ações possuem um viés natural de alta, porque no longo prazo uma empresa deve apresentar melhores retornos queinvestimentos em renda fixa, senão não faria sentido ela existir.
Se você também quiser investir em ações na bolsa de valores, procure fazer um curso de investimento para ter o conhecimento que vai lhe permitir obter bons ganhos. Seu primeiro investimento é com o seu conhecimento, pois exatamente o que ainda deixa muitas pessoas no Brasil de fora desse mercado é a falta de conhecimento no mesmo, e muito acabam entrando sem o preparo necessário para fazer isso e acaba não tendo o retorno que deveria, muitas vezes culpando o sistema, quando na verdade foi ele que já começou sem o preparo necessário. Hoje as facilidades são muitas, aqui mesmo no portal Investmax você pode aprender a investir sem sair de casa ou do seu escritório, com o conforto de um curso interativo e on-line.
Agora é com você, ao ler este artigo você já deu os primeiros passos demonstrando interesse e preocupação para ter um bom rendimento para seu dinheiro, agora basta você fazer a sua escolha se fica com a renda fixa ou se permite adequar-se ao novo cenário que o país está entrando e aprende a investir em ações. Desejo sucesso nesse processo e, caso precise, a Investmax se coloca a disposição para ajudá-lo neste caminho.

Sobre renda fixa e variável

Renda Variável


O investimento em ações, principal alternativa de investimento voltada ao longo prazo, está em pleno desenvolvimento no mercado de capitais brasileiro. Cada vez mais investidores estão deixando de se contentar com os ganhos moderados proporcionados pela renda fixa e passando a desfrutar dos benefícios do mercado de renda variável.

Renda variável, aliás, é a primeira definição que os investidores devem conhecer. Se pensarmos que a maior parte dos recursos aplicados no Brasil ainda está voltada ao segmento de renda fixa, é fácil imaginar que rentabilidades negativas, comuns em um mercado que oscila a cada instante, geram desconforto à maior parte dos aplicadores.

Entretanto, a idéia de segurança ocasionada por investimentos em renda fixa não pode ser acompanhada pela falsa impressão de insegurança que, por muitas vezes, é atribuída ao mercado acionário. Quando uma empresa abre o capital, os investidores que adquirem suas ações passam a ser donos, na mesma proporção, de parte daquele negócio.

A oscilação de preços é, portanto, consequência de uma relação natural entre a oferta e a demanda dos investidores. Saber que o desenvolvimento econômico ocorre em ciclos e a Bolsa de Valores, como principal termômetro de uma economia, responde a esta evolução, é suficiente para perceber por que ser dono de parte das principais empresas do país pode ser um excelente negócio.


Renda Fixa

O planejamento financeiro é somente a primeira etapa de um processo de investimento. A criação de um hábito de poupar e de uma cultura de investir passa pelo conhecimento de importantes variáveis, como taxas de juros e inflação. O aumento de preços observado ao longo do tempo, por exemplo, é um desafio constante à manutenção do poder de compra de cada investidor.

A rentabilidade oferecida pelos investimentos deve ser no mínimo equivalente à inflação, garantindo a manutenção do padrão de vida atual nos anos subsequentes. Contudo, o atual cenário econômico permite ir além. Os juros nominais brasileiros, em reposta à instabilidade do passado, superam a inflação e compreendem uma recompensa a mais à disciplina dos investidores.

O investimento em renda fixa compreende importante alternativa dentro deste cenário. Um fundo de investimento inserido nesta categoria, por exemplo, permite ao investidor ir além da preservação de capital sem incorrer em grandes riscos: sua relação risco-retorno permite a classificação da categoria como um investimento conservador.

Importante perceber, porém, que os menores riscos são proporcionais aos retornos que podem ser auferidos – considerando as inúmeras alternativas de investimento disponíveis, os investidores que não dependerão dos recursos no curto prazo, desejando maiores ganhos de capital, podem usufruir de opções de investimento voltadas ao longo prazo, como os fundos de investimento em renda variável.